SÓ
só Será febre ou quentura ou algo a acordar em mim ou rindo de mim irei procurar na rua é noite e grita o luar e soam ruídos fugazes como fagulha a saltar é agora morrer ou amar está esta noite clara ou será que já é dia percorro as linhas de sombra sombras de mim na estrada ou estrada das minhas sombras a agitar -me a fervura escorre em mim o poema quente e roto gasoso de amargura fundindo em mim em doçura todo em sombras de prazer é noite e corro nua quase mordendo a lua só para ver o Sol nascer... talvez na esquina da rua eu vá amar ou morrer Margarida Cimbolin