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A mostrar mensagens de abril, 2021

  só Será febre ou quentura ou algo a acordar em mim ou rindo de mim irei procurar na rua é noite e grita o luar e soam ruídos fugazes como fagulha a saltar é agora morrer ou amar está esta noite clara ou será que já é dia percorro as linhas de sombra sombras de mim na estrada ou estrada das minhas sombras a agitar -me a fervura escorre em mim o poema quente e roto gasoso de amargura fundindo em mim em doçura todo em sombras de prazer é noite e corro nua quase mordendo a lua só para ver o Sol nascer... talvez na esquina da rua eu vá amar ou morrer Margarida Cimbolin

MAR

  Mar Já te não ouço ! Mas ouço o universo inteiro.. Em surdina cuidadoso... Ele não quer assustar o que tenho de menina.. Diz - lhe Mar que já vivi mil anos e se tenho comigo este espantamento.... é que sou mulher de pouca fé.. e de muito lamento ! Mas creio ! Como não acreditar no que sinto e vejo ? Eu creio em tudo o que é vida e amor ! E no Universo inteiro.... ....e em mim e nas almas de meu seio eu creio... Eu sei da alegria e da dor...do grito e do clamor ! Aqui onde mora a poesia...leio... ...e pasmo inquieta e maravilhada com os escritos que encontro e leio ! São poesia...! Oh mar nem sabes o meu pudor ...o meu enleio ....são almas que gritam estas que encontro... Poetas de sonho de dor e de tanto amor ... Que enobreco e creio não merecer tanto.... E ouço o Mar na terra lavrada nas letras no caminho e na estrada....Entre os meus poetas sinto - me amada.. Margarida Cimbolin

BRAÇOS DORIDOS

  Braços doridos Para onde irei a agarrar o mundo se corro para trás sem dianteira Braços doridos atrás da multidão gritando liberdade aguilhoando o tempo detrás da fronteira... É deserto redopio e volteio Na pele dorida... Na mão a bandeira No corpo o suor perdido na grande caldeira Será solidão ou eternidade... Revejo presságios vislumbro arvores antigas velhas de sombras.. E ramos e longas pernadas que secam no estio e falam do mundo com triste alegria ! Estão frias e ressecadas.. Mas circula a seiva nas poucas folhas teimosas e agora nadas.. Margarida Cimbolini