NÃO

Não

E......Não me deem conselhos
desviem ...saiam de mim
deixem que viva
sendo a morte já breve
morra por mim o primeiro

Esse que não anda perdido
esse que sabe
esse tão rasteiro
esse milho na desfolhada
que por ser vermelho
conhece o trilho e a estrada

a mim que me importa isso !

Sou eu que sofro se existo !
sou eu o batel á driva
escondido na enseada

parca seiva a que me chega
parca água nesta sede
parco o vinho
todo o que beba !

Muita é a dor da tormenta  !

Pois desviem desconheçam...
não me tatuem razões
nem forneçam adagas..

Prego que seja que  eu pregue
sempre por vós ordenado
volta para mim em estilete
em punhal bem cravado

Fazei favor que vos peço
nem me olhem nem me queiram
passem largo e de lado

e não me dêem conselhos....

Esta batalha doí muito...
e eu não sei ser soldado

todo o conselho do mundo
........cada segundo me é dado...

passai longe e de lado......

Margarida Cimbolini

(no flanco da loucura )

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