Mensagens

A mostrar mensagens de junho, 2021

Instante

Imagem
instante Nas teclas do meu piano  eu toco árias antigas antigas de mais de mil anos seriam precisas mais vidas muitas mais para as tocar outras tantas para ouvi-las... Teclas brancas brancos dedos nos corações que se dão todas as notas delas...... ..... fazem mais que uma canção fazem séculos de partidas .......idas e vindas de amor... ........eras e eras de instantes.... e amor ..amor a rodos .. ...........sempre a rodopiar Nas teclas do meu piano.. ,,,,,nos fusos do meu tear........ tanto linho que teci.... ...tanto aquele que rasguei..... mas todo o amor que tinha...... .....nunca o regateei...... e os instantes passaram.... Onde começam os anos   .... Onde pára o tempo errante.. Quantos anos são precisos .....pr,a construir um instante....... Margarida Cimbolini

Serei eu

Imagem
Serei eu não.. eu sou giesta ... ...ou andorinha ou gaivota... .....recuso essa rua esconsa secreta e torta.. ...que contorna o rio..  ....que não cabe no teu mar... Se poesia houver quero bebe.la toda...sem compartimentos O teu abraço  será inteiro e a esmagar  os meus  seios... Entrarei em ti e entrarás em mim a cada instante .. Mar íntimo e verde... liquido .....inunda - me ! E  na areia molhada ou num altar de lençóis...pertenço e  voaremos Margarida Cimbolini

Desfolho

Imagem
Desfolho- me pétala a pétala  Toda inteira No Universo Raiz Na terra a água  que não retenho No corpo pálpebras descidas... Mas nunca no embaraço  nunca no olhar enviesado da dúvida... ... Nunca em dias mansos de amor ! .. ......nunca em mim o amor foi manso... .....nem nos homens que amei !.... ...e nem naqueles a quem sem amar me dei.. ... Inteira mesmo assim.. .. ......mas cansada de mim... ... ...sem gavetas nem compartimentos.. ....Sempre amei rindo...pelo amor.....pelo orgasmo.... .....menos que nada....às vezes  !!! . ....olho o vento  .....as estrelas o céu... Neste ribeiro a àgua ...corre sem lamento... Margarida Cimbolini

HUMOR DE SANGUE

Imagem
  Humor de sangue sim recorda-me prateada sem idade e sem tempo ladainha interrompida melopeia do vento quase entorpecida quase rumo ...quase alento asas rasgadas esta voz rouca este olhar sedento esta fome de amar este andar pausado e lento de quem prefere voar de quem não percebe o tempo de quem teme tudo sem verdade desconhecida nem mentira crescida neste suor prateado sou eu aquela que passeia na noite receando a chuva receando tudo vendo as máscaras das pessoas palpando seus fogos- fátuos em mágoas toda inteira recebendo tudo sem peneira e recuando para dentro tão frágil sem minha ameia que em humor de sangue semeia nesgas de húmus pela terra inteira em castelos de muito sofrimento Margarida Cimbolin

VEJAS BEM

  Vejas bem Demandas os meus lábios em nervuras... Puras..nuas como as flores da amendoeira.. Amêndoas duras comes dos meus seios.. Entremeios de amor.. De um amor que regouga..que soluça..que pede..que roga e que ri ! São risos..são rosas são os verdes postigos.. ....de onde brotam as amoras... Ruborizo e é novo este rubor ! Um rubor assim antigo.. cheio...quente suave ..de pudor ! Penso às vezes que sou feia... ...ou menos linda do que fui.. Talvez menos rugas no espelho ou um ar mais altaneiro... Vejas bem ! Na fímbria do meu vestido... Está a lua ..companheira meu abrigo ! Sem o Sol essa luz crua apanha esse rubor puro e antigo... E talvez minh,alma nua te leve a voar comigo ! Margarida Cimbolini

POEMA DE AÇO

  Poema de aço é aquele que me granjeia a vida que me perpétua que me açoita com chicote e me amarra com correntes Poema de aço esse que me viola e alimenta que me serve de pão e me transforma em água é aquele que escancara as portas de mim prendendo-me com grades é o que me percorre o corpo e me arrepia Poema de aço faz-me amar a palavra é ferramenta com que me esculpo procurando-me debaixo da pele ........e arrebanhando-me num grito...... Margarida Cimbolin

PASTOREIOS

  ...Pastoreios ...escondo estas veias azuis à muito tempo... ....a pele muito fina cobre tudo.. ....está tão marcada que a temo.. ...temo a ira a vergonha dos meus olhos que mergulham sempre fundo demais .. ...descubro- me eivada de cimento e de ferrugem ! ...e amo a beleza ! .....pouco a pouco nua... ......deixo que me fira o sarcasmo do espelho de bolso.. ...ele é pequeno e pouco... ....mas não suportaria o olhar dalguem.. O meu corpo voa.... ....nu de tudo o que o cobre...temo que me doa a queda.. Margarida Cimbolin

SUBMERSOS

  ...Submersos nadam meus olhos nos teus.. Mas não os conhecem... procuram grutas escaninhos.. ...entram nos cantos nos ninhos Procuram sonhos carinhos... ...fêmeas a dar à luz... .. procuram músicas...cheiros....de ti.. E nas nuvens nevoeiros.. ...cascatas que os iluminem.. .. . Tu meu amor velejeiro.. chamas o vento.. ...e o vento encantado diz que sim ! Está o vento ..forte e feliz de nós ver assim maré e maresia.. Abre o mar tantos caminhos...onde mora o velho tempo que se estende aos nossos pés... Nadam meus olhos nos teus.. são correntes são marés.. ...são segredos rosmaninhos..da vida do tempo e do mar.. Margarida Cimbolini

SE

Imagem
Se Se eu quisesse ser cruel Enchia -te com a tua amargura A ti que dizes seguir amando ...dizia - te que não amas nada Contava-te a ti ....a solidão que tens ...os desejos que sofres Gritava a dimensão do teu grito Zurzia o cavalo que montas ...a galope Fechava as tuas fechaduras no armário dos anzóis E plantava uma acácia no lugar onde colhes os figos Os figos dessas memórias que não te largam pintava as tuas grilhetas essas que carregas .. ...de vermelho par que as visses bem Se eu quisesse ser cruel dava - te asas. E havias de cair Não sentirias o calor do Sol ...e serias uma figura de cera Ai se eu fosse cruel.. Margarida Cimbolini 16 Tu, Maria Luz, Cynthia Cisneiros e 13 outras pessoas 5 comentários 1 partilha Gosto Comentar Partilhar