SULCO
SULCO
no sulco do amor
acordei
mais desperta que eu
estava o mar íntimo
que me rege
e que canta
na gaiola do
meu peito
querendo sair
serena dou-lhe liberdade
e vejo-o voando
alongado no horizonte
e claro na dureza da linha
e no cheiro das alturas
beija-me já o SOL
e já transborda
borda fora dos meus olhos
encho-me de amor
daquele amor tecido
cá dentro
que tinha esquecido
tanta a paixão
de que eu própria
sujeito e predicado
era a ampulheta
que não me atrevia
a virar............
tinha muita saudade
deste ribeiro que me corre dentro
da minha inconstância faço repente
...nada do que sinto é meu...
e hoje quero apenas a luz que me invade.
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