SULCO

SULCO

no sulco do amor
acordei
mais desperta que eu
estava o mar íntimo
que me rege
e que canta

na gaiola do

meu peito

querendo sair

serena dou-lhe liberdade

e vejo-o voando 

alongado no horizonte

e claro na dureza da linha

e no cheiro das alturas

beija-me já o SOL
e já transborda
borda fora dos meus olhos

encho-me de amor
daquele amor tecido
cá dentro
que tinha esquecido

 

tanta a paixão

 de  que eu própria
sujeito e predicado

era a ampulheta

que não me atrevia
a virar............

tinha muita saudade
deste ribeiro que me corre dentro
da minha inconstância faço repente
...nada do que sinto é meu...
e hoje quero apenas a luz que me invade.

Margarida Cimbolini

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