e a tua mão
....e a tua mão sobre o meu ombro nu...provocava tal erosão no meu corpo...
espalhava-se nas minhas veias no meu cérebro de tal maneira que nada mais havia...
....fazia - me lembrar os canais de Amsterdão quando contava - mos ele e eu historias inventadas e loucas onde era - mos deuses....
...nesse tempo as historias longas e loucas terminavam quase sempre na cama....ou numa piscina noturna onde até à exaustão eramos peixes...
...a tua longa mão negra tinha esse efeito...
...cheiravas a canela ao teu perfume..
...sempre àquele perfume...
...na rua ...no amor ..nas mãos ...e na boca na boca que me mordia os tornozelos ...
e subia .....e descia..
...perfume de vida na canela da tua pele que eu amava...
.....mas também amava os olhos mansos de meu Fhillip ...tão límpidos !
....e completos de loucura extasiados sempre no amor....e no mar...
....
enquanto te amava também o amava a ele....
e ria ...ria das palavras do tempo ria das noites loucas de prazer ...
...ria dos dias em Espanha ..das laranjas a tombar nas cestas...
....das uvas que em França eram perfeitos amores num amor que tínhamos na pele e que o vinho tornava vermelho e quente...
e essa mão no meu ombro ainda cá está é macia e negra....cheira a canela...
e os olhos dele vejo.os ainda...morri com eles !
....foram a minha primeira morte...
...depois disso morro todos os dias....
o tempo conta- me historias...a memória esquece historias...
..historias de tambores que cantam poesia...
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