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A mostrar mensagens de julho, 2021

POROS

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poros  se abrem....... ...... em intimos devaneios fecho um a um senhora de mim intimos os quero mas expelem amor... ...... vida... suor... cheiro.... ...........são partes de mim de nós... fundem-se......calados mas não de premeio ! Secretos respiram....secreta pele....gruta funda.. .....onde o poema nasce e a música desbunda..... ....POROS............................ Poros......pele..... corpo ......intimimidade ..... sem conhecimemto...sem confiança.... sem vivências ..... ......... ......passa a brisa nos caminhos e nas tuas pégadas dança ! ........intima sou.. do sol.......da chuva......e da lua mas não da tua ternura... Margarida Cimbolini

ESCREVO

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Escrevo Escrevo como quem reza... uma oração ao Senhor Peço tempo pão e terra e uma mancheia de amor Ao Senhor que nunca vi eu peço rosas de Maio e o mar que ele tem em si Peço a música das fontes mais a Luz do Sol Poente ao Senhor que nunca vi Nunca vi mas hei-de ver lá no alto da utopia no vale onde vou morrer ! até lá peço alegria Tenho tanto que fazer ! que a luz me ilumine o dia.. e a noite me dê prazer Eu escrevo como quem reza ao Senhor da Boa Hora Quero liberdade de ser e crescer sempre e agora ! E tudo mais que já   vi em bem pouco se resume Dá-me só o mundo todo... àgua pão flores e lume...   Margarida Cimbolini

DE MIM INDO

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De mim..indo.. as saudades que eu tenho do mar ....do som . ...da carícia  dos segredos..dos sussurros.. ...da dança... amo dançar no mar... ...não sei se aquela música vem dele ou de mim.. mas é tão  real .... Às vezes assusta - me.. Deslumbra os meus sentidos.. Beija- me o corpo todo...eleva- me de mim... Salga-me. ...quando à tardinha no Sol poente..são vagas de amor...as ondas do mar.. Saio limpa...lavada e  contente... E por dentro sinto - sinto-me a rir  Vou para o mar sempre exausta..num sufoco...num não poder mais... Arrepiada de dor .... carente de algas e de estrelas.. como madrugada da vida. .....como hoje e no ir.. escrevo...já vou ! de rastos..mas no caminho... ****** Es.pera.  me  ... Margarida Cimbolini

SiLOS

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Silos silêncio  Silício  saber sob Sob a pele Silício sulca Raiz raio reiado  Brotam as folhas Miosotis vermelhos me falam de ti À gua chuva lágrima  gota Sal Margarida Cimbolini

OS MEUS AMIGOS

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Os meus amigos os meus amigos já morreram todos .........não tenho amigos............... morreram um a um como  como tordos a engrossarem a legião dos meus tordos morreram porque não sabiam matar..  morreram na pior das batalhas...exilados morreram n,outros países com outras gentes na pior das guerras aquela que cada um travou ,,,,consigo mesmo..... alguns voltaram mortos e jazem num cemitério qualquer Eram jovens e lindos cheios de ideais... todos músicos... poetas..... pintores ou simplesmente estetas...eram promessas ! Mas havia uma ...essa era especial ...lembrei-me dela hoje.. A  Dalila De pequenota esguia...gazela tímida.....muito bonita.. tornou-se na mais doce das mulheres......mulata... alta e morena olhos negros de alcaçuz..... Longos e negros cabelos onde a neve ......juraria.... ..............retirar tão grande cruz............... A Dalila...... minha longa amiga dos brancos vestidos....dos amores.. ,,,,,,dos risos ..................sereias no mar................

DESFOLHADA

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DESFOLHADA milho rei desfolho a espiga milho rei na desfolhada desfolho também poema vermelha me fica a mão poema feito de sangue de carne de amor e de pão poema na desfolhada farinha do saco da vida poema é espiga moída se morre semente é espiga se vive alimenta alguém na  dimensão do poema poeta não é ninguém se for fraca sua pena não é a alma pequena pois que escreveu pra alguém e desfolhando poema cá está o meu milho rei  desfolhada de uma espiga ,,,,,,,,foi o nome que lhe dei,,,, Margarida Cimbolini

PÉS NUS

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PÉS NUS Entre as mãos Ternos De passos sábios Como a vida Na amalgama dos tempos Nus Nos meus pés nascem os passos Na tua boca arrepios Na tua língua molhada Língua porosa que me penetra Nos meus pés nascem os beijos Sobem Escorregam Ao sabor do teu desejo Através dos teus olhos E que eu os vejo..~ Sei das suas linhas Pelas tuas mãos  Nas tuas mãos …ganham corpo E e o teu amor  Que os faz andar …voar Ser tua Amar Margarida Cimbolini

SULCO

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SULCO no sulco do amor acordei mais desperta que eu estava o mar íntimo que me rege e que canta na gaiola do meu peito querendo sair serena dou-lhe liberdade e vejo-o voando  alongado no horizonte e claro na dureza da linha e no cheiro das alturas beija-me já o SOL e já transborda borda fora dos meus olhos encho-me de amor daquele amor tecido cá dentro que tinha esquecido   tanta a paixão  de  que eu própria sujeito e predicado era a ampulheta que não me atrevia a virar............ tinha muita saudade deste ribeiro que me corre dentro da minha inconstância faço repente ...nada do que sinto é meu... e hoje quero apenas a luz que me invade. Margarida Cimbolini

A CHAVE

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A chave Dá  - me a chave ... essa da fechadura velha que guardaste no bolso do velho blusão. Fechaste  com ela o tempo Fechaste à chave o meu corpo ... Puseste um cadeado no meu coração  ... Ouves,  velho bode dá- me a chave!   Fiquei presa nos sinos que tocaram a rebate,  fiquei presa no andor da procissão.... Sinto a tua língua dura e exigente ! Sinto a planura do meu corpo sob o teu a gemer ... plangente húmido  suado e quente Dá-me a chave meu amor  ou enterra-me  para sempre ! Margarida Cimbolini

SEREI

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Serei eu não.. eu sou giesta ... ...ou andorinha ou gaivota... .....recuso essa rua esconsa secreta e torta.. ...que contorna o rio..  ....que não cabe no teu mar... Se poesia houver quero bebe.la toda...sem compartimentos O teu abraço  será inteiro e a esmagar  os meus  seios... Entrarei em ti e entrarás em mim a cada instante .. Mar íntimo e verde... liquido .....inunda - me ! E  na areia molhada ou num altar de lençóis...pertenço e  voaremos Margarida Cimbolini

GOSTO

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gosto gosto quando as palavras me surgem assim escorrendo em mim como notas de musica água que me alaga em sedes indizíveis que são só minhas vozes que me cantam na alma tão suaves! . doces como murmurios.. escrevo sem esforço e que feliz me sinto! versos que me beijam que rescendem a chuva tombando no calor de uma noite sem vento! suspiros de rolas! cachos de melancolias A mágoa a fome e a.guerra calam -se no pudor desta branca poesia.. Margarida Cimbolini

Haicu

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Dormia Senti o hálito do mar acordei desfeita em maresia... Margarida Cimbolini

Belos

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gosto gosto quando as palavras me surgem assim escorrendo em mim como notas de musica água que me alaga em sedes indizíveis que são só minhas vozes que me cantam na alma tão suaves! . doces como murmurios.. escrevo sem esforço e que feliz me sinto! versos que me beijam que rescendem a chuva tombando no calor de uma noite sem vento! suspiros de rolas! cachos de melancolias A mágoa a fome e a.guerra calam -se no pudor desta branca poesia.. Margarida Cimbolini

Mar

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Belos belos são os meus olhos mergulhados.. nos peixes e nas algas... E nunca o meu abraço foi mais terno.. ...nunca a minha boca mais vermelha... Nunca a minha pele tão doce.. Nunca o meu corpo foi tão quente.. ...neste orgasmo perpétuo... de me sentir tua... Quando me tomas toda e danças... ......livre... sem desejos... deserta de esperas sem anseios nem esperanças ... Sou cheia ..plena na planura das tuas águas.. ....senhora dos teus movimentos !.. .....ínfima nessa dimensão.. Densa de amor Para que quero essa liberdade entre cidades ..entre conceitos cheia de regras...vinculada à  dor...a gritar que sou livre...somando raças..credos e cores...rótulos  e credores Quando posso erguer o meu brado...dentro de ti.. E  digo... Meu Mar sou livre....meu amor ! Margarida Cimbolini

VEJAS BEM

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Amor ,,,,Amizade Vejas bem é assim grande e pequeno este oceano sereno que te separa de mim o amor e a amizade são assim..... // Os teus beijos de cetim meu amor.... a subir lentos por mim são mil palhetas de luar brilhantes... // Queres ser meu amigo assim ? meu amor meu amigo também um amor uma amizade maior..... que o mais longe mais longe que além..... além da terra dos campos dos mares... // Refúgios do verso que beija sereno a tarde abrindo uma cicatriz que ainda arde Eu te ergo acima de amor ....de amigo...de paixão ! Desta inquietude que me tira a serenidade seja talvez finito o amor mas é imortal esta amizade .... // De ti meu amigo........ de um amor imenso vou guardar pra sempre uma grande saudade... Margarida Cimbolini 4 julho de 2015 feito para a tertúlia da amizade Mar d'artes dedicado Fillipe Cimbolini. (que já não esta entre nós )